Polêmica: Políticos e empresários tomam vacina às escondidas

Grupo composto por políticos e empresários, e respectivos familiares, tomaram doses da vacina da Pfizer contra covid-19, compradas por conta própria e não repassadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo reportagem publicada hoje pelo site da revista “Piauí”. São cerca de 50 pessoas e entre os empresários estão figuras ligadas ao setor de transporte de Minas Gerais.
De acordo com a reportagem, as duas doses necessárias para a imunização de cada uma das pessoas custaram R$ 600. Em 10 de março, o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que autoriza a compra de imunizantes pela iniciativa privada, mas desde que sejam doados para o SUS até que toda a população do grupo de risco seja vacinada. Após essa etapa, metade do que for adquirido deve ser enviado ao SUS.
Até o momento, somente 6,04% da população brasileira recebeu a primeira dose, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. O Plano Nacional de Imunizações conta por ora com as vacinas Coronavac e AztraZeneca, desenvolvidas no país pelo Butantan e Fiocruz, respectivamente.
A aquisição da vacina da Pfizer foi organizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. À publicação, o ex-senador Clésio Andrade, ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), confirmou ter sido convidado para receber a vacina de graça. O deputado estadual de Minas Alencar da Silveira (PDT) também teria recebido a primeira dose, conforme relatos ouvidos pela revista, mas o parlamentar negou a informação.
As demais pessoas citadas, a Pfizer e o Ministério da Saúde não responderam aos pedidos de resposta enviados pela revista.
Fonte: Valor econômico
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