O deputado Francisco Limma (PT) comentou nesta segunda-feira (24) a orientação do governador Rafael Fonteles para que deputados da base aliada evitem mudanças partidárias envolvendo PT e MDB. A declaração do governador foi revelada pela coluna Tempo Real, que apontou a recomendação para que apenas parlamentares oriundos do Progressistas, já em processo de adesão ao governo, façam movimentações partidárias neste momento.
Em entrevista, Limma afirmou que o governador tem legitimidade para orientar a base, mas rebateu a ideia de que o PT esteja atuando para atrair deputados. Ele reforçou que a sigla não fará convites, embora não fechará portas para quem manifestar interesse.
O deputado disse que a movimentação ocorre desde a definição das vagas proporcionais, o que estimulou sondagens de diversos partidos. Ele explicou que parlamentares podem buscar novas siglas por desconforto ou reorganização política, mas negou que o PT esteja assediando a base.
“A orientação do governador é legítima, mas o nosso partido não foi abordar ninguém, não foi convidar ninguém”, afirmou. Em outro momento, destacou que a sigla não recusará conversas. “O PT não está fazendo nenhum movimento assediando ninguém, mas também não pode se negar a dialogar se alguém deseja fazer”.
Limma citou ainda que, pelo que tem acompanhado, a maioria dos parlamentares que avaliam mudanças tem buscado o Partido Verde, que integra a federação com PT e PCdoB. Ele lembrou que situações individuais também ocorrem, mencionando que já foi procurado no passado por deputados que buscaram informações sobre retorno à legenda.
“A política é assim, ela é uma frequência. Às vezes um parlamentar se sente desconfortável e pode migrar”, disse, usando como exemplo discussões anteriores envolvendo o deputado Ziza, que já integrou o PT.
A fala de Limma ocorre no contexto do alerta feito por Rafael Fonteles, que recomendou que deputados do MDB permaneçam na sigla, evitando tensionamentos dentro da principal base governista. Segundo a coluna Tempo Real, o governador não proíbe mudanças, mas orienta que elas se concentrem apenas nos deputados egressos do Progressistas, partido que perdeu parlamentares para o bloco governista ao longo do ano.
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