Diário do Sambito

Projeto Rondon levará mutirão de 252 universitários a 12 municípios do Piauí

O Governo do Piauí e o Ministério da Defesa lançaram oficialmente, nesta segunda-feira (25), no Palácio de Karnak, a “Operação Carnaúba”. A iniciativa marca a 101ª edição do Projeto Rondon e levará 252 universitários e professores de todo o país para prestar serviços voluntários em 12 municípios piauienses no meio de janeiro de 2027.

 

O programa, considerado o maior projeto de extensão universitária do Brasil, funciona por meio de uma ação interministerial e uma parceria entre os três níveis federativos para propor soluções sustentáveis voltadas à inclusão social e à redução de desigualdades regionais.

 

Durante a solenidade, o governador Rafael Fonteles e representantes das Forças Armadas assinaram os Acordos de Adesão que formalizam as responsabilidades e o apoio logístico de cada ente envolvido. Os estudantes e professores serão selecionados entre 25 instituições de ensino superior de todo o país.

 

“Iremos acolher muitos universitários que irão fazer o bem para as comunidades locais nesses 12 municípios. Foram citadas aqui várias áreas de atuação, desde a saúde, passando pela tecnologia, comunicação e direitos humanos. Realmente uma prestação de serviço de enorme impacto social e econômico”, destacou o governador Rafael Fonteles.

 

Critérios de seleção e logística

De acordo com o coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel Euclides Soljenitsin Araújo, a escolha dos 12 municípios levou em consideração critérios estratégicos e socioeconômicos. Por razões de logística e transporte, as cidades selecionadas deveriam estar em um raio de até 200 quilômetros de distância de Teresina, o centro regional da operação.

 

“Nós preferimos os municípios levando algumas considerações a cabo. A primeira delas, e a mais importante, é o interesse do prefeito e do secretariado. Sem essa vontade e articulação do município, o Projeto Rondon não tem alcance, porque trabalhamos com pessoas em risco social e vulnerabilidade. Levamos em consideração também o Índice de Progresso Social e o IDH de cada município para ranqueá-los”, explicou o coronel Euclides Araújo.

 

O suporte e o custeio da operação serão divididos de maneira integrada entre os parceiros envolvidos. Segundo o secretário de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais do Ministério da Defesa, Idervânio da Silva Costa, a pasta federal assume a responsabilidade inicial de deslocamento e subsistência dos voluntários.

 

“O Ministério da Defesa, juntamente com as Forças Armadas — Exército, Marinha e Aeronáutica — apoia na logística de todo o processo. Elas transportam os estudantes, dão alojamento para os estudantes e também alimentação. O Governo Federal pega o estudante na sua origem e coloca aqui em Teresina. Da região para o município, a responsabilidade é do Governo do Estado. E dentro do município, é o próprio município que oferece todas as condições”, detalhou o secretário Idervânio Costa.

 

Articulação e histórico

As tratativas para trazer o programa de volta ao solo piauiense começaram no final de 2025. O comandante da 10ª Região Militar, General Barreto, detalhou o processo de articulação institucional realizado em conjunto com o coordenador nacional do projeto no Ministério da Defesa, general João Alberto.

 

“Eu tomo conhecimento dessa intenção ainda ao final de 2025. De imediato eu me liguei ao governador Rafael, levei a ele essa intenção e desde o primeiro momento o Governo do Estado se mostrou muito disponível e aquiescente a essa vinda. O Marechal Rondon tem um legado para o país de integração nacional e dá nome ao projeto, que tem a grande finalidade de fazer uma integração do meio acadêmico com as diversas regiões do país”, afirmou o General Barreto.

 

Esta será a quinta vez que o Piauí recebe uma edição do Projeto Rondon. O estado já sediou as operações Grão-Pará Piauí (2008), Zabelê (2011), Velho Monge (2014) e as operações Parnaíba e João de Barro (2019).